A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não é apenas uma preocupação para o departamento jurídico. Ela mudou fundamentalmente a rotina de quem lida com o ativo mais valioso do século 21: os dados do cliente.

No atendimento ao cliente e suporte técnico, lidamos diariamente com nomes, CPFs, endereços e históricos de compras. Ignorar as regras de tratamento desses dados não gera apenas multas milionárias, mas destrói a confiança da sua marca.

O Princípio da Finalidade e Necessidade

O atendente precisa mesmo saber a data de nascimento do cliente para resolver um problema de login? Se a resposta for não, você não deve coletar esse dado. A LGPD exige que coletemos apenas o mínimo necessário para a finalidade específica do atendimento.

Treine sua equipe para não pedir dados excessivos "por hábito" ou "para preencher cadastro".

O Direito ao Esquecimento e Anonimização

Um dos pontos mais complexos para sistemas de Helpdesk é quando um ex-cliente solicita a exclusão de seus dados. Você não pode simplesmente apagar o histórico financeiro (por questões fiscais), mas deve ser capaz de anonimizar os dados pessoais nos tickets de suporte.

Sistemas modernos de atendimento já possuem o botão "Anonimizar Usuário", que transforma "João Silva (CPF 123)" em "Usuário Removido (ID 999)", mantendo as estatísticas de atendimento sem expor a pessoa.

Vazamento de Dados via Print

A maior vulnerabilidade muitas vezes é comportamental. Um atendente que tira um print da tela com dados de um cliente para pedir ajuda a um colega no WhatsApp está cometendo uma infração grave. Canais oficiais e seguros devem ser a única via de troca de informações sensíveis.