Você pode ter o firewall mais caro do mundo, antivírus de última geração e criptografia militar. Tudo isso pode ser derrubado por um único clique de um estagiário (ou do CEO) em um e-mail falso.
O Phishing (pescaria de dados) continua sendo a principal porta de entrada para ataques cibernéticos massivos. E a culpa não é da "falta de tecnologia", é da engenharia social.
A Anatomia de um Golpe
Os ataques modernos não são mais aqueles e-mails mal escritos de um "Príncipe Nigeriano". Eles são sofisticados (Spear Phishing). O hacker estuda a vítima no LinkedIn, descobre quem são os fornecedores da empresa e envia um e-mail idêntico ao original dizendo: "Segue boleto atualizado do fornecedor X".
A urgência é a arma principal. "Sua conta será bloqueada em 24h", "Boleto vencendo hoje". O medo faz o cérebro pular a verificação racional e clicar no link.
Como treinar a equipe?
Palestras de segurança anuais são chatas e ineficazes. A melhor forma de treinamento é a simulação ativa. Ferramentas de segurança enviam e-mails falsos de phishing para os próprios funcionários. Se alguém clicar, em vez de infectar a máquina, abre-se uma tela educativa: "Ops! Isso foi um teste. Veja aqui os sinais que você deixou passar."
Cultura de Não-Punição
Se um funcionário clica em um link suspeito e percebe o erro, ele deve ter medo de ser demitido ou deve se sentir seguro para avisar a TI imediatamente? Se ele esconder o erro por medo, o malware tem tempo de se espalhar. Crie uma cultura onde reportar um erro é visto como uma atitude positiva de segurança.